Lula sai em defesa do ditador comunista de Cuba

Após milhares de cubanos irem às ruas no último final de semana para protestar contra o regime comunista do país, o petista e ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva manifestou seu apoio ao governo de Miguel Díaz-Canel nessa terça-feira (13) em seu Twitter.

Lula também seguiu a mesma linha do presidente de Cuba ao culpar os Estados Unidos pelos protestos. Além disso, o petista tentou amenizar a situação caótica vivida pelos cubanos e classificou as manifestações como somente “passeatas”.

“O que está acontecendo em Cuba de tão especial pra falarem tanto?! Houve uma passeata. Inclusive vi o presidente de Cuba na passeata, conversando com as pessoas. Cuba já sofreu 60 anos de bloqueio econômico dos Estados Unidos, ainda mais com a pandemia, é desumano”, escreveu o petista, acrescentando que os problemas de Cuba serão resolvidos pelo próprio governo cubano.

O assessor especial para Assuntos Internacionais do presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins, respondeu à publicação do petista, lembrando que “uma das motivações da revolução cubana era justamente a de se livrar do comércio com os EUA”.

Martins também questionou a hipocrisia da esquerda com essa narrativa, afirmando ainda que o ex-presidiário “se agarra a qualquer falácia para defender uma ditadura que massacra o seu próprio povo há meio século”.

O analista político Italo Lorenzon, durante o Boletim da Manhã de terça-feira (13), criticou a narrativa da esquerda de culpar os Estados Unidos pelo colapso do regime comunista em Cuba.

“Quem reclama dessa falta de comércio, na verdade, está admitindo uma premissa que nenhum esquerdista admite em voz alta, que é: o comércio entre duas partes beneficia, em geral, de maneira mais profunda, a parte mais fraca. Ou seja, é obvio que quando Cuba não pode comercializar livremente com os Estados Unidos quem sai perdendo é Cuba”, apontou Lorenzon.

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